quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Review - Anime Hellsing


“Certamente, em algum lugar desse mundo, há um campo de batalha para nos entreter.”

Tiros, mortes, violência, mutilações, esquartejamentos, sangue, religião, padres loucos, um vampiro que massacra o BOPE em pleno Copacabana Palace enquanto um exército de zumbis nazistas invadem Londres em dirigíveis. Bem, isso é Hellsing.

Hellsing é um mangá escrito por Kouta Hirano, que mais tarde viria fazer o excelente Drifters, e foi publicado pelos idos de 1997 na revista seinen Young King Ours da editora Shonen Gahosha e foi finalizado com 10 volumes publicados. Seu mangá foi publicado aqui no Brasil em meio-tanko, ou seja, temos 20 volumes de Hellsing por aqui se quiser tê-los em sua estante. 

O anime que adapta Hellsing pra televisão é terrível, principalmente da metade pra frente já que é um belo de um filler zoeiro, porém para a sorte dos fracos que só assistem animes e não lêem mangás, fizeram Hellsing Ultimate que adapta fielmente a história do mangá para OVA’s, quantos episódios tem desses OVA’s eu não faço idéia e não procurarei. Sim, sou um miserável.

Aqui nós seguimos Alucard, um vampiro extremamente poderoso que serve à Organização Hellsing, uma organização britânica que combate monstros aleatórios que ameacem o bem estar e a soberania do glorioso Império Britânico, no qual o sol nunca se põe. Lá pelos meios do mangá, do nada, temos uma invasão de zumbis nazistas a Londres por meio de dirigíveis. Depois disso todo tipo de horror acontece. E o mangá é sobre isso.

Hellsing é um mangá extremamente divertido no sentido de você querer ver sangue, morte, tripas, lutas maneiras e essas coisas que fazem a vida valer a pena. Tirando essa diversão que o mangá traz, não é nada demais em qualquer quesito que você queira avaliá-lo.

O plot e os personagens são pouco trabalhados e extremamente rasos e apesar de uma enxurrada de conceitos legais, o autor não os trabalha direito em nenhum momento do mangá. Porém isso não chega a ser um defeito porque é exatamente isso que o autor quer. Não há profundidade alguma em Hellsing porque esse é um mangá pra você se divertir com sangue, porrada e personagens com poses estilosas, longe de ser algo mais conceitual, profundo e que quer te passar uma mensagem.

A arte do mangá não é lá grandes coisas, Kouta Hirano não é um grande desenhista, mesmo depois da melhora absurda que teve com o passar dos anos, porém, mesmo não sendo grande coisa, há estilo em tudo. Sombras, poses, expressões e criaturas bizarras são as especialidades do autor e isso é muito bem mostrado em Hellsing, principalmente na metade final do mangá. E estilo é o que importa já que o grande ponto forte de Hellsing é a porradaria e a violência. Não tem graça em uma luta de personagens sem graça e sabendo disso o autor jogou tudo o que sabia ali para fazer um mangá raso, porém extremamente divertido.

Os personagens, como já disse anteriormente, são rasos e pouco trabalhados. Porém ainda são personagens legais, isso só por causa do estilo de cada um, principalmente de lutar e as poucas coisas que são mostradas deles em suas frases soltas enquanto matam zumbis ou são dilacerados por monstros horríveis.

Ainda assim, Alucard consegue ter até que um trabalho decente como personagem, porém unicamente pelo conceito que é o Alucard pro mundo de Hellsing. Porém isso ainda está muito longe de ser algo como mote principal do mangá e tá mais pra algo jogado no meio do mangá pras pessoas se empolgarem, assim como vários conceitos e referencias boas que são usadas, porém não trabalhadas.

Aliás, conceitos interessantes e refrencias são coisas que lotam Hellsing, temos muita referencia histórica, cientifica e literária aqui e elas chamam atenção. Algumas delas acabam por servir de conceitos pro mangá, porém como eu disse e já estou repetindo há vários parágrafos, elas meio que são jogadas fora em prol da diversão e da sanguinolência do mangá.

Já as lutas de Hellsing são um show a parte, explosões pra tudo quanto é lado, sangue, morte, mutilação, tiro e tudo ao que temos direito. São inúmeras seqüências de porradaria de tirar fôlego e que acabam empolgando cada vez mais no meio do mangá. Além disso, os efeitos dos monstros são sensacionais, desde os poderes dos vampiros, as facas do Padre Anderson até as linhas do Shinigami Walter. 

Bem é isso, Hellsing é um mangá divertido e só, recomendo pra quem quer gastar tempo aleatoriamente e gosta de violência gratuita como forma de entretenimento. Se você quiser algo mais profundo, realmente adulto, que faça pensar e essas baboseiras que gente que lê mangá cult gosta melhor não ler, apesar de haver a chance de você acabar se divertindo de qualquer jeito.

Review por Eru~Marks

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